Boas vindas!
Meu nome é Bruno Bello, sou técnico em Martelinho de Ouro com 06 anos de experiência. Antes atuei, por pouco tempo no setor logístico, porém minha formação principal vem do setor metal-mecânico, onde atuei em obras Petrobrás.
Nesta página iremos abordar temas destinados à profissão de Martelinho de ouro, notícias e comentários sobre outros temas que envolvem o setor automotivo.
A ideia aqui é orientar nossos leitores aos temas e acontecimentos não só relativos à nossa área, mas também aos acontecimentos e novidades do setor automotivo.

mascote reno
Primeiramente, quero apresentar nosso mascote: Reno.
Reno é um parceiro muito importante da Renova Martelinho. Em breve ele se tornará IA e ajudará nossos clientes no primeiro atendimento e suporte do dia a dia.

A ERA DOS CARROS ELÉTRICOS: O QUE MUDA NO DIA A DIA DO PROFISSIONAL DE MARTELINHO DE OURO?

Antes de escrever sobre o tema, deixo claro aqui que este artigo não esgota o assunto, tampouco serve de única fonte de conhecimento para o tema. O propostio é falar um pouco de minha experiência no dia a dia do PDR em carro elétricos, assim como provocar a atenção do leitor e técnico PDR para questões importantes no uso das técnicas do Martelinho de Ouro em carros elétricos. Dito isto, vamos lá!
Diante da crescente frota de carros elétricos, Técnicos PDR se deparam no dia a dia com demandas que, possivelmente, precisará de alguns cuidados adicionais antes de começar qualquer trabalho.
Em alguns casos, o “modus operandi” será o mesmo dos carros a combustão. Refiro-me àqueles trabalhos de baixa complexidade que facilmente se resolve usando processo de cola (fria ou quente) ou com ferramentas e fácil acesso. Porém, aqueles casos em que requer uma intervenção maior para realizar o trabalho, é de fundamental importância cuidados específicos.

Trabalho realizado na tampa traseira de um BYD Dolphin.
Protocolos de segurança e conhecimento técnico no campo da elétrica é fundamental para o técnico PDR que deseja atuar no mercado de carros elétricos.
No brasil a ABNT já estabeleceu normas específicas para a manutenção de veículos eletrificados no Brasil, exigindo qualificação técnica formal. Ademais, as montadoras disponibilizam fichas técnicas e protocolos que indicam exatamente como proceder nesses casos, além de documento que indica exatamente onde ficam os pontos de corte e conectores de serviço de cada modelo.
Uma dica: sempre que se deparar com situações duvidosas, procure a concessionária correspondente e abra um canal de conversa com o setor responsável. Existem concessionárias que oferecem o serviço de desligamento e posterior ligação do sistema de alta tensão do veículo.
Deixo aqui um exemplo: Resido na cidade de Blumenau-SC. Visitando uma oficina de funilaria e pintura de um amigo, me deparei com uma situação nova para mim: um carro elétrico no pátio da oficina e que seria necessário o uso de spotter (repuxaderia elétrica). No momento em que cheguei na oficina, estava uma equipe da concessionária no local, realizado o procedimento de desligamento da corrente de baixa e de alta tensão do veículo. Ao conversar com o amigo e proprietário da oficina, ele me contou que consultou a concessionária e foi orientado a acionar a equipe para realizar o procedimento de desenergização do veículo, para que sua equipe de funilaria tivesse condições seguras para realizar o serviço.
Os sistemas eletrônicos estão cada vez mais complexos. A estrutura de fios, sensores, conectores e outros componentes variam substancialmente entre os modelos de veículos e estão presentes em quase todas as partes do veículo. Diante disso, excesso de cautela sempre é bom: mesmo em trabalhos indiretos, desenergizar previne que o sistema seja ativado acidentalmente, durante a manipulação de ferramentas na lataria.
Ordem de Desligamento: Em 90% dos veículos, desliga-se primeiro a baixa tensão (12V) e depois a alta tensão. Porém, alguns modelos exigem a ordem inversa; consulte sempre a ficha técnica do veículo específico.
Riscos de Picos: Desconectar apenas a bateria de 12V sem desativar a alta tensão pode gerar picos de energia e queimar módulos eletrônicos sensíveis.
Um exemplo importante são os amassados “esticados”, onde é preciso usar a máquina de choque diretamente na lataria do veículo. Nesses casos a norma NR10 e os protocolos do fabricantes devem ser observados. Isso trará segurança não apenas para a preservação do veículo, bem como a segurança do profissional (o mais importante).
Veículos que precisam ser reparados em razão de chuva de granizo, necessitam de complexa desmontagem, para que o profissional PDR tenha acessos para trabalhar com as ferramentas adequadas. Diante disso, durante a desmontagem inúmeros sensores e conectores precisam ser desligados temporariamente. Em casos como esse, a observância às normas e protocolos dever ser igualmente levadas em consideração.
Ademais, o uso de EPIs e ferramentas específicas também são questões levadas em consideração. Para a montagem e desmontagem, por exemplo, o uso de ferramentas manuais com cabos e superfícies emborrachadas trazem mais segurança para a operação.
Outro fator fundamental é a experiencia do técnico PDR no momento da avaliação e decisão de qual técnica será usada naquele trabalho específico. Situações em que o uso de colas (quente ou fria), assim como a busca pelo melhor acesso e uso de ferramentas adequadas, minimiza, consideravelmente, os riscos de danos na rede elétrica ou nos sistemas do veículo.
Podemos considerar que essa onda elétrica é relativamente nova. Muita evolução está por vir e situações na prática servirá como como aprendizado para as profissões que lidam com manutenção e estética automotiva. Tecnologias novas, procedimentos, qualificação profissional… O importante nesse “início” é buscar conhecimento técnico e o máximo de informações, sempre em diálogo com a concessionária do veículo e profissionais que já possuem experiência. Isolar-se no seu mundo poderá custar caro.
Bruno Ramalho Bello Cavalcanti – Técnico PDR – @renovamartelinho_brunobello


